drap centro

estação agrária de viseu

Foto de Viseu

Localização

Estação agrária de Viseu

A Estação Agrária de Viseu é um serviço da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro que tem como principal objectivo a realização de estudos experimentais que permitem avaliar práticas e técnicas que, se se revelarem importantes, serão, posteriormente, transmitidas aos agricultores.
Situa-se na parte oriental da cidade de Viseu, e é constituída por duas quintas, com a área total de 25 hectares, que ladeiam a Estrada Nacional n.º 229, que se dirige para o Sátão. A sua localização é privilegiada, na medida em que possui diferentes classes de solo, todos eles derivados de granito, e o seu clima configura a média dos elementos climáticos da região. As "folhas" de terreno estão traçadas de acordo com a variação do gradiente de fertilidade e com o modelo preconizado para a experimentação
Administrativamente, reparte-se pelas freguesias de Santa Maria, onde se encontra a sede, e de S. José, ambas no concelho de Viseu.

O passado

Estação agrária de Viseu

A Estação Agrária de Viseu é um dos organismos agrícolas mais antigo do país, pois a sua origem remonta ao século XIX.
Já antes de 1886, o distrito de Viseu possuía uma Quinta Regional, que, em 9 de Dezembro daquele ano, por decreto régio, se converteu em Escola Prática de Agricultura. Em 1900 adquire o nome de Estação de Fomento Agrícola da Beira Alta e, em 1913, é apelidada de Posto Agrário.
Finalmente, em 16 de Dezembro de 1936, o Decreto 27207 criou a Estação Agrária de Viseu.

Actividades desenvolvidas ao longo dos tempos

A realização de ensaios, experimentação e o apoio técnico à agricultura regional foram os grandes objectivos que determinaram a criação dos serviços agrícolas no distrito de Viseu, e que perduraram no tempo, não obstante os indispensáveis reajustamentos decorrentes das épocas e das respectivas tendências produtivas.
Assim e enquanto que a principal função da Escola Prática de Agricultura de Viseu consistiu no desenvolvimento da indústria de lacticínios, a Estação de Fomento Agrícola da Beira Alta preocupou-se com o fomento frutícola da região, tarefa que foi alargada com a realização de ensaios da cultura da batata e do trigo, tendo também, em 1934, lançado uma campanha de produção agrícola.
O decreto que determinou a criação da Estação Agrária de Viseu dotou-a de duas secções: uma de fomento e assistência técnica, e outra de estudos, ensaios e experimentação.
Relativamente ao fomento e assistência técnica, merecem realce as acções direccionadas para o apoio às explorações agrícolas e as campanhas que visavam o aumento da produção, nomeadamente a instalação de novos pomares de fruteiras, os tratamentos fitossanitários, a melhoria da fertilidade dos solo, a instalação de prados e pastagens, a introdução de milhos híbridos, etc.
A experimentação recaiu, desde sempre, sobre as culturas com maior representatividade na região, nomeadamente, milho, trigo, centeio, batata, pastagens e fruticultura, ou consideradas de possível interesse económico como o lúpulo, tabaco, soja, girassol e tremoço.
A vitivinicultura foi igualmente objecto de experimentação através dos campos de ensaio instalados na Quinta da Cale, então afecta à Estação Agrária de Viseu.
Realça-se ainda o trabalho pioneiro desenvolvido pelo núcleo de melhoramento de milho que, durante longos anos, se dedicou à criação de linhas híbridas adaptadas às condições edafoclimáticas da região e de outras regiões do país com características semelhantes.
Em 1977, foram instalados os Serviços de Avisos do Dão que, para além da assistência directa e consultas no gabinete, emite, actualmente, avisos regulares, via postal e por SMS, destinados ao combate das pragas e doenças das vinhas e dos pomares.
Durante o período compreendido entre 1978 e 1985, desenvolveu-se um trabalho de Extensão Rural, planificado ao nível de freguesia e orientado para a resolução dos problemas inerentes às explorações agrícolas, aos jovens e às comunidades.
Actualmente, a coordenação e o apoio às Zonas Agrárias constituintes do Agrupamento do Dão e Lafões, são realizados a partir da Estação Agrária de Viseu, estando ambos os serviços sob o mesmo comando hierárquico.
Como consequência do êxodo rural e da entrada, em 1986, de Portugal na União Europeia, as explorações agrícolas da região tenderam para a especialização cultural, facto que, naturalmente, obrigou a nova reorientação das actividades a desenvolver.
Deste modo, a experimentação passou a incidir fundamentalmente sobre a fruticultura, a olivicultura, as pastagens e forragens e a horticultura, pelo que as actuais linhas de trabalho passaram a ser as seguintes:

Fruticultura

  • Selecção clonal da macieira Bravo de Esmolfe (de 149 clones utilizados no inicio dos trabalhos, foram já seleccionados vinte, cujos frutos possuem características de grande qualidade)
  • Incremento da qualidade e valorização da maçã Bravo de Esmolfe: porta-enxertos/produtividades
Maçãs
  • Preservação e valorização de duzentas variedades regionais de pomóideas
Maçãs
  • Valorização de variedades regionais de macieiras em modo de produção biológico
Maçãs
  • Monda química de frutos em macieiras da variedade Gala
Maçãs
  • Metodologias de controlo do pedrado da macieira
Maçãs com doença
  • Controlo do vigor vegetativo em macieiras das variedades Gala, Golden e Bravo
Maçãs
  • Estratégias de combate ao câncro da macieira
  • Confusão sexual no combate ao bichado da macieira
  • Determinação do somatório de temperaturas para a Cochonilha de S. José
  • Meios de luta alternativos ("captura em massa" e "atracção e morte") à luta química contra a mosca da fruta - Ceratitis Capitata
  • Estudo de variedades de aveleiras
Avelã Aveleira
  • Valorização e preservação da biodiversidade de variedades de castanhas na Região Centro e Norte de Portugal
Castanheiro

Olivicultura

  • Estudo da adaptação e comportamento de variedades de oliveiras (Galega, Cobrançosa, Arbequina, Picoal)
  • Campo de observação de variedades de oliveira submetidas a modo de produção biológico
Oliveira
  • Olival demonstrativo de técnicas de produção integrada
  • Campo de demonstração da oliveira explorada sob a forma intensiva
  • Demonstração de técnicas de reenxertia do olival
  • Meios de luta alternativos ("captura em massa" e "atracção e morte") à luta química contra a mosca da azeitona - Dacus Olea

Pastagens e forragens

  • Estudo de espécies pratenses anuais e perenes;
  • Estudo da resposta da flora dos lameiros bravos, à aplicação dos macronutrientes e de calagem.
Vacas

Horticultura

  • Produção de alface em modo de produção biológico
  • Produção de meloa em modo de produção biológico

Aromáticas e Medicinais

  • Promoção da cultura de plantas aromáticas e medicinais
Plantas aromáticas

Pequenos Frutos

  • Produtividade de variedades de mirtilos

Rede Nacional de Ensaios

  • Ensaio de seis variedades de batata
  • Ensaio de grão-de-bico para utilização no fabrico de concentrados para animais
  • Ensaio de ervilhaca vulgar para forragem
  • Ensaio de azevém perene para forragem
  • Ensaio de azevém anual para forragem
  • Ensaio de milhos híbridos FAO ciclo 200, 300 e 400

Corpo técnico

Presentemente, o corpo técnico é constituído por 13 técnicos (9 técnicos superiores e 4 engenheiros técnicos agrários), 2 operadores de máquinas agrícolas e 9 auxiliares agrícolas, que exercem a sua actividade nos campos da fruticultura, olivicultura, pastagens e forragens e da horticultura.

Contacto

Tel.: 232 467 220
Fax: 232 422 297
E-mail: eaviseu@drapc.gov.pt