desenvolvimento rural

zonas vulneráveis

Gestão de Rega

Para um bom aproveitamento da água, a rega deve ser ajustada às necessidades da cultura, de forma a minimizar as perdas por evaporação, por escorrimento superficial ou por infiltração profunda, devendo-se evitar os estados extremos de humidade (défice ou encharcamento), podendo resultar em prejuízo das plantas. A água é o principal factor limitante para a produtividade das culturas.

Saber quando e quanto regar

Os nitratos (NO3-), são uma preocupação agro-ambiental porque não ficam retidos às partículas do solo. Contudo, só se movimentam no solo se houver água para os arrastar e se estiverem presentes em grandes quantidades no solo.
Uma deficiente gestão da rega pode aumentar os riscos de ocorrência de poluição das águas por nitratos, sobretudo quando são aplicadas quantidades excessivas de fertilizantes, ou ainda, pela mineralização da matéria orgânica existente no solo.
Um sistema de rega mal dimensionado e funcionando a pressões inadequadas, provoca uma má distribuição da água no terreno, o que tornará pouco eficaz o aproveitamento do azoto pela cultura, facilitando a lixiviação dos nitratos.
Quando se aplicam fertilizantes em cobertura nas culturas de Primavera/Verão, poderão ser necessárias regas com pequenas dotações de água para garantir a humidade necessária à absorção do azoto (NH4+ e NO3-).
Se o azoto aplicado for eficientemente absorvido pela cultura, reduz-se muito o risco de contaminação dos lençóis freáticos e dos cursos de água.
Nas áreas identificadas como de levada infiltração (taxa de infiltração básica superior a 4 cm/h) é exigida uma maior repartição dos fertilizantes azotados durante o ciclo cultural e impedido o uso de métodos de rega por alagamento.
É obrigatório o revestimento dos canais de rega ou o uso de tubagem estanque para evitar perdas de água durante o transporte.