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Actuação da DRAP Centro nas Zonas Vulneráveis

ACOMPANHAMENTO DOS PROGRAMAS DE ACÇÃO DAS ZONAS VULNERÁVEIS DE AVEIRO E MIRA
Dezembro 2010

A DRAP Centro tem vindo a desenvolver junto dos agricultores um apoio técnico por exploração agrícola, visando orientar os agricultores na melhor tomada de decisão especialmente no cálculo das adubações efectuadas.

Para esse facto desenvolveu um cronograma de actividades anuais, que todos os anos têm vindo a aumentar o nº de agricultores e área agrícola acompanhados.

A recente publicação do Decreto-Lei nº 83/2010, de 10 de Fevereiro, com a publicação do novo Programa de Acção para as Zonas Vulneráveis, e a publicação da Portaria nº 164/2010, de 16 de Março, onde é revogada as delimitações das zonas vulneráveis já existentes e delimitação de novas zonas vulneráveis, orientou a dinâmica do grupo de trabalho para a execução de uma nova estratégia de actuação.

QUADRO N.º 1 - Evolução do n.º de explorações agrícolas
Zona Vulnerável N.º de Explorações Área (ha)
Total Parcelas Total Explorações Parcelas da “Amostra”
2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010
Aveiro 19 20 41 43 325,24 331,24 39,20 38,74
Mira 18 19 57 62 213,52 217,02 38,37 58,18

Este ano de 2010 foi possível manterem e caracterizarem-se 39 explorações agrícolas (apesar de 3 explorações caracterizadas no ano 2008, este ano não integraram esta amostra) que no seu conjunto totalizam uma área de 548,26 ha, a acompanhar pela DRAPCentro ainda que, nesta fase de implementação dos programas de acção, objectivamente dirigidos à monitorização apenas de uma única parcela de cada exploração para os novos agricultores aderentes, e dirigidos a totalidade, ou quase, da exploração agrícola.

 

QUADRO N.º 2 - N.º total de explorações agrícolas e parcelas monitorizadas
Zona Vulnerável N.º de Explorações Área (ha)
Total Parcelas Total Explorações Parcelas da “Amostra”
Aveiro 20 43 331,24 38,74
Mira 19 62 217,02 58,18

 

QUADRO N.º 3 - Evolução das parcelas monitorizadas
Zona Vulnerável Aveiro Mira
2008 2009 2010 2008 2009 2010
Área (ha) 18,46 39,20 38,74 18,33 38,37 58,18
N.º Total de Parcelas Acompanhadas 16 41 43 19 57 62

Este ano foram recolhidas e analisadas 22 amostras de terra. No entanto muitas explorações que se encontram na amostra acompanhada pela DRAPCentro, com as novas regras não têm obrigatoriedade de fazer análises todos os anos, e como as tinham realizado no ano de 2009, este ano não houve necessidade de as repetir.

 

QUADRO N.º 4 - Teor de Nitratos no solo determinado nas parcelas monitorizadas
Concentração em Nitratos (NO 3 mg/Kg) N.º de Amostras % do Total
< 20 1 4,50
20 - < 50 8 36,36
50 - < 75 4 18,18
75 - <100 2 9,09
100 - < 150 3 13,60
150 - < 200 2 9,09
> 200 1 4,50

Pode-se ainda verificar que 86,41% das amostras de terra analisadas se encontram abaixo dos 100 mg NO3 /Kg.

Apesar de existir obrigatoriedade de análise de água de rega quadrienalmente, nas zonas vulneráveis da DRAPCentro foram colhidas, georeferenciadas 90 amostras, e analisadas no Laboratório da Direcção Regional de Agricultura, localizado em Alcains, para assim ser possível obter a perspectiva de evolução do teor de nitratos na água de rega.

GRÁFICO N.º 1 - Teor de Nitratos determinado na água de rega das parcelas monitorizadas

Teor de Nitratos determinado na água de rega das parcelas monitorizadas

Pelos resultados obtidos foi possível verificar que nenhuma amostra de água ultrapassou o valor máximo recomendado (25 mg NO-3 /l), no entanto o maior valor obtido através das analises de água foi de 16,9 mg NO-3 /l.

Foram realizadas durante os meses de Novembro e Dezembro, três colóquios subordinados ao tema de apresentação do Programa de Acção das Zonas Vulneráveis. Estes colóquios tiveram lugar no Bunheiro, Gafanha da Nazaré e Mira. A adesão por parte dos agricultores foi bastante significativa, contando com a participação de 106, 18 e 63 agricultores respectivamente. Temos de realçar que estes colóquios já abrangeram os agricultores localizados na Zona vulnerável nº 2- Estarreja-Murtosa e Zona Vulnerável nº3 – Litoral Centro e contaram com o apoio de instituições e empresas ligadas ao sector, nomeadamente a Cooperativa Agrícola de Estarreja, Proleite, Junta de Freguesia do Bunheiro, Lacticoop, Calcob e Cooperativa Agrícola da Tocha.

Actualmente também existiu um contributo da equipa das zonas vulneráveis na georeferenciação das explorações acompanhadas.