drap centro

estação vitivinícola da bairrada

Estação Vitivinícola da Bairrada

A Estação Vitivinícola da Bairrada está integrada na Divisão de Apoio à Agricultura e Pescas da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro. Esta divisão é uma unidade de gestão da Direção de Serviços de Desenvolvimento Agro-Alimentar, Rural e Licenciamento, a qual é um serviço operativo de âmbito regional da DRAPC. A EVB prossegue as seguintes atribuições e competências:

  • realizar as acções de experimentação e de demonstração consideradas necessárias ao desenvolvimento da produção vitivinícola da região, bem como proceder à divulgação dos resultados obtidos nas mesmas;
  • assegurar o estudo e promover a implementação de medidas destinadas ao desenvolvimento e melhoria da produção de vinhos da região;
  • colaborar na manutenção e controlo de qualidade dos vinhos produzidos na região;
  • promover, incentivar e apoiar tecnicamente o estudo da reconversão da vinha com vista à sua mecanização, salvaguardando os aspectos qualitativos e a preservação do meio ambiente;
  • acompanhar a evolução tecnológica da vitivinicultura, bem como os seus equipamentos e formas de exploração adequados à sua racionalização e modernização.

 

1- ÁREAS DE TRABALHO

1.1 - Experimentação

Projectos DED

  • Aptidão das Castas da Bairrada para a Elaboração de Espumantes
  • Incidência da Maceração e da Maturação na Qualidade dos Vinhos Tintos da Bairrada
  • Previsão Quantitativa de Vindimas
  • Selecção, multiplicação e divulgação de materiais seleccionados e conservação da variabilidade genética de 70 castas portuguesas
  • Quantificação de fenóis voláteis e de leveduras do género Dekkera em vinhos de qualidade

Experimentação de âmbito regional e de responsabilidade da DRAP Centro/EVB

  • Caracterização de microrganismos associados à podridão ácida
  • Caracterização agronómica das castas tintas regionais
  • Resposta de castas tintas a intervenções em verde
  • Comportamento hídrico da casta Fernão Pires em 3 porta-enxertos
  • Estudo sobre à adição de Matéria orgânica e calagem na insolubilização do cobre
  • Técnicas de manutenção do solo
Vinhas

1.2 – Apoio à Vitivinicultura

  • Acções de Divulgação, Demonstração e Formação
  • Distribuição de Material Vegetal
  • Análises Laboratoriais
  • Apoio Técnico
  • Sala de provas
  • Tecnologia enológica
  • Manutenção da colecção de leveduras regionais
  • Participação no Plano de Acção para a vitivinicultura bairradina
  • Acompanhamento da dinâmica da maturação da uva

Laboratório da EVB

1.3 - Ordenamento e Controlo Vitícola

  • Aplicação Regional da OCM, no que respeita ao Potencial de Produção

1.4 - Reestruturação da Vinha

  • Emissão de pareceres técnicos para projectos de reestruturação

 

2- RESUMO DOS PRINCIPAIS PROJECTOS DED

2.1 - Aptidão das Castas da Bairrada para a Elaboração de Espumantes

Na base do Projecto está a caracterização da matéria prima, sob o ponto de vista físico-químico, sanitário e sensorial e sua relação com o tipo de solo, condições meteorológicas e práticas culturais. Nesta caracterização, foram envolvidos meios analíticos rápidos, como a FTIR, complementados por análises cromatográficas para separação e doseamento de substâncias responsáveis pelo aroma, bem como pela análise sensorial. As vinificações experimentais e industriais foram serão conduzidas segundo uma tecnologia que minimize a extracção de substâncias responsáveis por odores herbáceos e sabor amargo, sendo todas as modalidades experimentais submetidas a segunda fermentação em garrafa.

A caracterização dos vinhos de base e espumantes experimentais e industriais foi efectuado através dos parâmetros analíticos clássicos, da análise de polissacarídeos, das substâncias voláteis e da análise sensorial. A determinação da capacidade espumante dos vinhos de base e da estabilidade da espuma dos vinhos espumantes obtidos foi efectuado através do equipamento especifico, adquirido no âmbito deste Projecto.

Foi publicado o manual Tecnologia dos Espumantes, direccionado para os agentes económicos, e incluindo dados relevantes deste Projecto.

 

Instituições participantes:

  • DRAP Centro/ Estação Vitivinícola da Bairrada
  • Universidade de Aveiro
  • Adega Cooperativa de Cantanhede
  • Comissão Vitivinícola da Bairrada

2.2 - Incidência da Maceração e da Maturação na Qualidade dos Vinhos Tintos da Bairrada

Adega

Na base do Projecto está a caracterização da matéria prima, sob o ponto de vista físico-químico, sanitário e sensorial e sua relação com o tipo de solo, condições meteorológicas e práticas culturais. Nesta caracterização, foram envolvidos meios analíticos rápidos, como a FTIR.

A maceração das uvas e massas esmagadas incluiu diversas modalidades com duração de maceração variável, incluindo a maceração carbónica. Estas modalidades foram integralmente implementadas à escala experimental e, parcialmente, à escala industrial.

A maturação dos vinhos foi conduzida em 3 modalidades, quer a nível experimental, quer a nível industrial.

Foi publicado o manual Tecnologia de Vinhos Tintos, direccionado para os agentes económicos, e incluindo dados relevantes deste Projecto.

 

Instituições participantes:

  • DRAP Centro / Estação Vitivinícola da Bairrada
  • Universidade de Aveiro
  • Adega Cooperativa de Cantanhede
  • Comissão Vitivinícola da Bairrada

 

2.3 - Previsão Quantitativa de Vindimas

O objectivo deste trabalho é a previsão objectiva da produção vitícola tendo em vista o planeamento e a gestão atempada de todos os processos intervenientes na cadeia de produção, transformação e comercialização dos produtos vitivinícolas. As tarefas desenvolvidas pelo Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão (CEVD) na Região Demarcada do Dão e pela Estação Vitivinícola da Bairrada (EVB), na Região Demarcada da Bairrada, estão directamente relacionadas com os objectivos propostos para este projecto, a previsão atempada da produção vitícola. 

Estes dois organismos da DRAP Centro, em estreita colaboração com outras instituições, tem como função a manutenção dos postos de captação polínica, a colocação e substituição periódica dos filtros e seu envio para o laboratório de análises polínicas da UP e simultaneamente fornecer informação de aspectos climáticos, fenológicos e agronómicos que vão ocorrendo ao longo do ciclo vegetativo.

 

Instituições participantes

  • Instituto Superior de Agronomia (ISA)
  • Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FC/UP)
  • Instituto do Vinho do Porto (IVP)
  • Instituto da Vinha e do Vinho (IVV)
  • Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID)
  • DRAP Centro
  • Comissão Viticultura Regional do Alentejo (CVRA)
  • Comissão Viticultura Regional do Ribatejo (CVRR)
  • Comissão Viticultura Regional dos Vinhos Verdes (CVRVV)
  • Comissão Viticultura Regional da Estremadura (CVRE)

2.4 - Selecção, multiplicação e divulgação de materiais seleccionados e conservação da variabilidade genética de 70 castas portuguesas

Uvas

O objectivo geral do projecto consiste em pôr à disposição dos utilizadores finais (viveiristas e viticultores) resultados da actividade sistemática de selecção que os participantes, organizados em “rede”, vêm realizando no país desde há mais de 20 anos.

Esses resultados compreendem essencialmente (1) novos métodos para seleccionar, (2) conhecimento original sobre a variabilidade genética e sanitária das castas e (3) materiais seleccionados com comportamento cultural e enológico superior. Assim, cada uma das famílias de resultados já alcançados será convertida em “produtos utilizáveis” através das seguintes acções: uma acção central de multiplicação de materiais anteriormente seleccionados (directamente e pelos viveiristas), acompanhada pela demonstração das mais valias por elas proporcionadas; a montante, serão continuadas determinadas acções de selecção (aplicando métodos de selecção massal genotípica, anteriormente desenvolvidos pela equipa), necessárias à sustentação do fluxo de materiais seleccionados, alvo da acção anterior; a jusante, proceder-se-á à guarda da variabilidade genética das castas (degradada em resultado das actuais políticas de contracção dos encepamentos e como consequência inexorável da própria selecção), contribuindo para a preservação da biodiversidade e legando aos vindouros uma riqueza ímpar criada ao longo da história milenar da viticultura.

 

Instituições participantes:

Instituto Superior de Agronomia (ISA); Estação Agronómica Nacional (EAN); Estação Vitivinícola Nacional (EVN); Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD); Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAP Norte); Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAP Centro); Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAPLVT); Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo (DRAPAL); Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPALG); Comissão Vitivinícola da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV); Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADIVD); Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo (ATEVA); Associação Nacional de Viveiristas Vitícolas Produtores de Material Certificado (VITICERT) e Centro de Aproveitamento de Subprodutos de Vinificação da Região Demarcada do Douro CRL – SUBVIDOURO.

 

2.5 - Quantificação de fenóis voláteis e de leveduras do género Dekkera em vinhos de qualidade

O presente projecto visa implementar, a nível nacional, as metodologias necessárias para a detecção, prevenção e controlo de um dos problemas mais importantes com que a microbiologia enológica se debate hoje em dia. De facto, os fenóis voláteis, resultantes da actividade de leveduras de alteração, constituem um grupo de compostos com influência no aroma dos vinhos, que podem desvalorizar ou, em casos extremos, inutilizar os vinhos a comercializar pelos produtores. Em particular, o 4-etil-fenol confere ao vinho um aroma desagradável conhecido como cheiro fenolado (ou de “suor de cavalo”).

Com este projecto, pretende-se ainda avaliar a extensão do problema no país, incidindo os trabalhos, na área de influência da DRAPC, em vinhos da Região Demarcada da Bairrada e da Região das Beiras.

 

Instituições participantes

  • Instituto Superior de Agronomia – ISA
  • Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro - DRAPC
  • Universidade de Évora – EU
  • Escola Superior Agrária de Bragança – ESAB
  • Comissão Vitivinícola Regional Alentejana – CVRA
  • Comissão Vitivinícola Regional do Dão – CVRD
  • Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal – CVRPS
  • Comissão Vitivinícola Regional Ribatejana – CVRR
  • Comissão Vitivinícola Regional dos Vinhos Verdes – CVRVV
  • Adega Cooperativa de Murça – ACM

 

3- PRINCIPAIS ÁREAS DE TRABALHO

3.1 - Acções de Divulgação, Demonstração e Formação

Provas de vinhos

A Estação Vitivinícola da Bairrada desenvolve várias acções de formação desde longa data, destacando-se o “Curso Intensivo de Vinificação” que este ano completou a centésima edição. No presente ano de 2006 contabilizamos cerca de 500 presenças nas várias acções desenvolvidas. Outros cursos que se repetem anualmente:

  • “Curso intensivo de conservação, estabilização e engarrafamento de vinhos”;
  • “Curso intensivo de prova organoléptica”, em parceria com a Comissão Vitivinícola da Bairrada;
Formação ao ar livre

Desenvolve várias acções de vulgarização na EVB e em toda a região da Bairrada e Alta Estremadura, em parceria com o sector privado e cooperativo, de que se destacam:

 

  • Dia aberto – onde são apresentadas as actividades em curso a decorrer no Centro;
  • Poda de Formação e Condução;
  • Fertilização;
  • Fitossanidade;
  • Intervenções em verde;
  • Alternativas de manutenção do solo;
  • Maturação da uva.

 

3.2 - Distribuição de Material Vegetal

A partir dos campos de selecção procede-se anualmente à distribuição, para a lavoura, de material vegetal proveniente de selecção.

3.3 - Análises Laboratoriais

O laboratório da E.V.B. executa os ensaios de foro analítico inerentes ao cumprimento das funções de assistência técnica a pequenos vitivinicultores, apoio à experimentação enológica e vitícola, e controlo de qualidade dos vinhos com denominação de origem Bairrada e de outros produtos vínicos.

Compete ao laboratório executar:

  • análises necessárias à certificação da denominação de origem “Bairrada“ (protocolo com CVB);
  • análises laboratoriais de vinhos e outros produtos vínicos enquadradas na prestação de serviços de controlo de qualidade ou assistência por solicitação de outras entidades ligadas ao sector Vitivinícola;
  • ensaios laboratoriais necessários a uma adequada regulamentação do produto;
  • análises microbiológicas, quer no domínio da assistência, quer no domínio do controlo;
  • ensaios laboratoriais de apoio à experimentação;
  • ensaios interlaboratoriais (protocolo FTIR e Bipea);

O laboratório da E.V.B. está na fase final do processo de acreditação. Já foi realizada a auditoria de concessão. Com este processo pretendeu-se implementar um sistema de qualidade que garanta:

  • conformidade com os normativos aplicáveis;
  • maior rigor analítico no controlo da qualidade;
  • um elevado nível de desempenho do pessoal técnico adstrito ao laboratório, através, nomeadamente, de um plano de formação adequado;
  • reforço da capacidade analítica do laboratório;
  • diversificação da oferta de serviços analíticos, com a implementação de técnicas laboratoriais de determinação dos teores de contaminantes;
  • a introdução dos princípios de boas práticas laboratoriais (B.P.L.),

3.4 - Apoio Técnico

No sector vitícola e enológico presta apoio técnico especializado, nomeadamente no aconselhamento para instalação de novas vinhas e para tratamento e correcção de mostos e vinhos.

3.5 - Sala de provas

Sala de provas

Na sala de provas realizam-se as sessões de câmara de provas para apreciação organoléptica de vinhos com vista à certificação Bairrada e Beiras, da responsabilidade da CVB. Serve de apoio ao Núcleo de prova da EVB, Curso de prova e Escola Profissional de Viticultura e Enologia da Bairrada.

 

3.6 - Tecnologia enológica

Á adega da Estação Vitivinícola da Bairrada compete dar apoio à produção, à experimentação enológica e à tecnologia enológica. São divulgadas tecnologias simples de produção de vinhos e ensaiadas novas tecnologias de que se destaca a microxigenação e influência da origem de madeira nos vinhos Bairrada.

 

4 - RECURSOS HUMANOS

  • 8 Técnicos Superiores
  • 5 Técnicos
  • 4 Técnico-Profissionais
  • 3 Assistentes Administrativos
  • 1 Auxiliar Administrativo
  • 2 Auxiliares Técnicos de Laboratório
  • 2 Telefonistas
  • 1 Tractorista
  • 10 Auxiliares Agrícolas

 

5 - EXPLORAÇÃO

Uvas

A experimentação vitícola é desenvolvida nas parcelas de vinha da exploração agrícola situadas na Quinta do Paço e Pedralvites. Nos cerca de 14 ha estão plantadas as principais castas da Bairrada tais como: as tintas - baga, castelão, touriga nacional, tinta roriz, jaen, syrah, periquita, cabernet-sauvignon - e as brancas - maria gomes, arinto, bical, chardonnay, cerceal e sauvignon-blanc. Recentemente foram plantados 2,0 ha com castas da região da Bairrada, com vista ao estudo da adaptabilidade.

Contacto

R Fausto Sampaio 3780-231 ANADIA
Tel.: 231 510 330
Fax: 231 511 331
E-mail: evb@drapc.gov.pt