documentação

projecto agro n.º 103

Programa AGRO

Medida 8 - Desenvolvimento Tecnológico e Demonstração
Acção 8.1-Desenvolvimento Experimental e Demonstração (DE&D)

Melhoria das técnicas de produção de arroz com redução de impactes ambientais no Baixo Mondego e Vale do Tejo

1 - Chefe do projecto

  • Doutor Arlindo Lima - Professor Auxiliar no Instituto Superior de Agronomia
  • Responsável na DRABL - Dr. Serafim António Cabral de Andrade
  • Eng.ª Agrónoma Maria Isabel Magalhães Martins
  • Eng.º Agrícola António José Jordão

2 - Montante total do projecto

  • 149 320,14 (cento e quarenta e nove mil trezentos e vinte euros e catorze cêntimos)
  • Montante da DRABL - 49 036,82 (quarenta e nove mil e trinta euros e oitenta e dois cêntimos)

3 - Instituições participantes

  • Instituto Superior de Agronomia (ISA);
  • Estação Agronómica Nacional (EAN);
  • Direcção Geral de Protecção das Culturas (DGPC);
  • Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral (DRABL);
  • Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho (CACMV);
  • Cooperativa Agrícola de Soure (CAS);
  • Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego - (ABOFHBM);
  • Centro de Orizicultura (CO);
  • Orivárzea - Orizicultores da Várzea de Samora e Benavente, SA (ORI).

4 - Descrição resumida do projecto

O projecto "Melhoria das técnicas de produção de arroz com redução de impactes ambientais no Baixo Mondego e Vale do Tejo" apresenta um grande interesse para a orizicultura nacional e visa a integração da cultura num ecossistema agrícola sustentado do Baixo Mondego e do Vale do Tejo.
Objectivos específicos do projecto:

1) Estudar a adaptabilidade de cultivares de arroz em regiÕes com diferentes condiçÕes ecológicas do Baixo Mondego e do Vale do Tejo e multiplicar cultivares com elevado potencial tecnológico, anteriormente seleccionadas;

2) Instalar campos demonstrativos para comparação de soluçÕes propostas para diversas operaçÕes culturais com os sistemas normalmente seguidos pelos orizicultores (modalidades de sementeira, adubos azotados de libertação lenta, controlo do arroz selvagem e de Heterantera spp. e controlo de Sclerotium oryzae);

3) Reduzir os níveis de factores de produção que possam ser responsáveis pela contaminação das águas no Baixo Mondego, sem comprometer a produtividade da cultura;

4) Instalar um campo demonstrativo de um sistema cultural que venha a permitir avaliar a evolução da flora infestante em função do precedente cultural;

5) Realizar experimentaçÕes para a determinação do efeito de níveis de potássio e de zinco e de potássio e de azoto na produtividade do arroz;

6) Realizar experimentaçÕes para a determinação de técnicas e produtos para o controlo do arroz selvagem, Leersia oryzoides e Heterantera spp. e proceder ao levantamento florístico de arrozais do Baixo Mondego e do Vale do Tejo;

7) Avaliar os riscos de ataques de parasitas (Pyricularia grisea e Sclerotium oryzae) em regiÕes do Vale do Mondego com diferentes condiçÕes ecológicas;

8) Proceder a estudos ecotoxicológicos de águas superficiais e subterrâneas do sistema orizícola do Baixo Mondego;

9) Aumentar a interacção entre as associaçÕes de produtores, serviços oficiais e orizicultores para a análise de problemas técnicos ligados com a produção do arroz e a protecção ambiental e divulgar os resultados das experimentaçÕes realizadas

5 - Entidades/equipas executoras das acções do Projecto

Entidades/equipas executoras das acções do Projecto
Acções Entidades
Coordenação do Projecto ISA
1 - Campo demonstrativo de modalidades de mobilização do solo ISA, ORI
2 - Campo demonstrativo de modalidades de sementeira DRABL
3 - Campos demonstrativos da produtividade de cultivares de arroz anteriormente seleccionadas para o Vale do Mondego DRABL, CACMV, CAS, ABOFHBM
4 - Campo demonstrativo de um sistema de cultura ISA, ORI
5 - Campos demonstrativos da eficiência de adubos azotados de libertação lenta na produtividade DRABL, CACMV, CAS, ABOFHBM
6 - Campos demonstrativos da eficiência de controlo de arroz selvagem com recurso ao oxadiazão ISA, DRABL, EAN, DGPC, CAS, CACMV
7 - Campos demonstrativos da eficiência de controlo de arroz selvagem com recurso ao cicloxidime ISA, DRABL, EAN, DGPC, CACMV, CAS
8 - Campos demonstrativos da eficiência de controlo de Heterantera spp. com recurso ao oxadiazão ISA, DRABL, DGPC, CACMV, CAS
9 - Campos demonstrativos da eficiência da renovação e arejamento da água dos tabuleiros no maneio da severidade dos ataques de Sclerotium oryzae ISA, CAS
10 - Crivagem e adaptação de novas cultivares de arroz do tipo carolino DRABL
11 - Crivagem de linhas promissoras provenientes de cruzamentos DRABL, EAN
12 - Campo de multiplicação da cultivar 'Allório' DRABL, EAN
13 - Campo de experimentação de cultivares resistentes ao sal ABOFHBM, EAN
14 - Experimentação de 4 níveis de N e 4 níveis de K, com e sem Zn na cultura do arroz DRABL
15 - Campo de experimentação de técnicas e de herbicidas de controlo de arroz selvagem ISA, DRABL, EAN, DGPC
16 - Campo de experimentação de técnicas e de herbicidas de controlo de Heterantera spp. DRABL, DGPC, ISA
17 - Estudo da resistência de cultivares de arroz à piriculariose ISA, DRABL
18 - Monitorização da progressão dos ataques de piriculariose em arrozais de três regiÕes do Baixo Mondego com diferentes condiçÕes ecológicas DRABL, CACMV, CAS, ABOFHBM
19 - Levantamentos florísticos e determinação da severidade de ataques parasitas nos campos demonstrativos e de experimentação ISA
20 - Estudos ecotoxicológicos ISA, DRABL, CACMV, CAS, ABOFHBM
21 - Aumento da interacção entre as associaçÕes de produtores, serviços oficiais e orizicultores e divulgação de resultados obtidos ISA, DRABL, EAN, DGPC, CACMV, CAS, ABOFHBM, CO, ORI

 

6 - Actividades directamente desenvolvidas pela DRABL

a) Ensaio de crivagem e adaptação de doze variedades de arroz do tipo longo A - Unidade Experimental do Bico da Barca.
b) Ensaio de multiplicação e selecção de 15 linhas promissoras seleccionadas dos ensaios do ano anterior a partir de material da EAN - Unidade Experimental do Bico da Barca.
c) Ensaio de selecção do cruzamento Onda x Estrela A em F7 - Unidade Experimental do Bico da Barca.
d) Ensaio de fertilização de resposta a 4 níveis de N x K com e sem zinco - Unidade Experimental do Bico da Barca.
e) Ensaio de estudo da resistência à piriculariose de 31 cultivares de arroz - Unidade Experimental do Bico da Barca.
f) Ensaio de novos herbicidas no controlo da Heteranthera - Unidade Experimental de Pereira.
g) Ensaio de herbicidas no controlo do arroz selvagem - Unidade Experimental de Pereira.
h) Ensaio de sementeira de arroz em linhas com enterramento de semente - Unidade Experimental do Bico da Barca
i) Amostras de solo - Foram colhidas amostras de solo para análise em todos os ensaios.
j) Amostras de plantas - Foram colhidas amostras de plantas para análise nos principais ensaios para avaliar o estado nutritivo da planta em três estados fenológicos: 6ª folha, início do encanamento e início do emborrachamento.
No ensaio de fertilização as colheitas de plantas foram feitas de acordo com os níveis de fertilização. 
Nos campos demonstrativos dos parceiros foram, também, colhidas amostras de plantas para análise.
l) Colaboração com os parceiros regionais - acompanhamento dos campos demonstrativos regionais

7 - Variedades e Linhas Promissoras de Arroz

Ensaios de Variedades da DRABL

Ensaio de crivagem e adaptação de doze variedades de arroz

  1. Objectivos do ensaio
  • Avaliar o comportamento agronómico das variedades.
  • Determinar o rendimento industrial e a sua classificação comercial.
  1. Material e Métodos
  • Textura franco-limosa.
Quadro 1 - Análise do ensaio
Análise Sumária Bases de Troca Micronutrientes
pH
(H2O)
M.O P2O5 K2O Ca Mg Ca2+ Mg2+ K+ Na+ H+ SBT Cu Fe Mn Zn
% (ppm) (meq/100g) (ppm)
6,1 2,34 86 129 886 150 4,14 1,02 0,43 0,18   5,77 1,63 75,7 20,0 0,65

 

Linhas Promissoras

Crivagem de Linhas Promissoras provenientes de cruzamentos

  1. Objectivo: Seleccionar e multiplicar linhas com interesse regional e nacional

 

Campos Demonstrativos de Variedades das AssociaçÕes

A.B.O.F.H.B.M.

Campos demonstrativos da produtividade de cultivares de arroz anteriormente seleccionadas para o Vale do Mondego

  1. Objectivo: Avaliar a produtividade de cultivares de arroz seleccionadas no âmbito do projecto PAMAF 5053 versus produtividade da cultivar Ariete.

Resultados

  • No campo demonstrativo da Quinta do Canal a média dos rendimentos das três cultivares em demonstração foi de 6137 Kg/ha. Comparativamente à campanha de 2002, os rendimentos foram superiores em 28%. Em relação à produtividade de Ariete (testemunha), os rendimentos das cultivares Bravo e Arelate foram de 91% e 112%, respectivamente.

Campo de experimentação de cultivares resistentes ao sal

  1. Objectivo: Seleccionar cultivares de arroz resistente ao sal

Resultados 2003

  • A média dos rendimentos das 17 cultivares em ensaio foi de 3568 kg/ha, tendo as produtividades variado entre 2450 e 5550 kg/ha. Comparativamente à cultivar Ariete, os rendimentos das demais cultivares variaram entre 51% (IBO 400) e 114% (Makedonia).

Cooperativa Agrícola de Soure

Campos demonstrativos da produtividade de cultivares de arroz anteriormente seleccionadas para o Vale do Mondego

  1. Objectivo: Avaliar a produtividade de cultivares de arroz seleccionadas no âmbito do projecto PAMAF 5053 versus produtividade da cultivar Ariete.

Resultados 2003

  • No campo demonstrativo do Lote Novo a média dos rendimentos das três cultivares em demonstração foi de 5049 Kg/ha. Em comparação com a cultivar Ariete, os rendimentos das cultivares Bravo e Sávio foram 105% e 97,5%, respectivamente

8 - Fertilidade e Fertilização da Cultura do Arroz no Baixo Mondego

Ensaios da DRABL

Ensaio de fertilização de resposta a 4 níveis de N x K com e sem zinco

  1. Objectivos
  • Avaliar o efeito da aplicação de níveis crescentes de azoto e de potássio, na presença e ausência de zinco, na produção e rendimento industrial do arroz;
  • Avaliar o estado nutritivo da planta
  • Encontrar o nível crítico e o intervalo adequado para o N e K
  1. Material e Métodos
  • Textura franco-limosa (Areia grossa -4,4 %; Areia fina- 22%; Limo - 55,3 %; Argila- 18,2%)

 

Quadro 2 - Fertilidade do Solo
Análise Sumária Bases de Troca Micronutrientes
pH
(H2O)
M.O. P2O5 K2O Ca Mg Ca2+ Mg2+ K+ Na+ H+ CTC Cu Fe Mn Zn
% (ppm) (meq/100g) (ppm)
5,5 2,1 130,7 148,3 730 119 4,32 1,07 0,39 0,17 3,70 9,64 9,2 >80 88,3 2,66

Níveis dos 3 nutrientes:

Azoto: N0 = 0; N1 = 55; N2 = 110; N3 = 165 (kg/N/ha)
Potássio: K0 = 0; K1 = 40; K2 = 80; K3 = 120 (kg/K/ha)
Zinco: com Zn (4 kg/ha) e sem Zn (0 kg/ha)